Ilustração: Oscar Ramos Orozco
Ilustração: Oscar Ramos Orozco

Um trabalho criativo brilhante, exige a disposição de correr riscos, experimentar, e se aventurar em novos territórios, na busca de grandes idéias. Quando um ego inflado se torna a norma, você pode tornar-se inflexível e incapaz de levar  pequenos riscos, necessários para sair da sua zona de conforto e não se torna pleno criativo em em trabalho. Muitos preferem pairar pela zona de conforto, porque preferem viver com a percepção de invulnerabilidade do que arriscar e descobrir que eles têm limites. Mas esta é, obviamente, uma receita para se distanciar do processo criativo, então vamos entender os perigos desse comportamento e onde se esconde o oculto e tênue ego que todos nos temos:

Lembro-me de vários casos, como uma criança ao jogar um jogo com os outros que havia um desacordo sobre as regras. Quando os argumentos esquentaram, inevitavelmente, o garoto de ego mais inflado diz “Muito bem! Então eu estou levando a minha bola e ir para casa! ” Eles preferem optar por sair do jogo de ser flexível o suficiente para encontrar um “bom termo” e continuar jogando.

Apesar de muito poucas pessoas realmente serem tão inflexíveis a esse ponto, os resultados podem ser comparáveis. Ele “para de jogar” de forma muito mais sutil tipo, “por traz dos panos”. Tipicamente isso ocorre, quando nosso diálogo interno é algo como “se não vai ouvir minhas idéias, então não vou oferecer mais, não vou fazer o melhor” ou “não há porque me empenhar nesse projeto, porque meus esforços não serão valorizados de qualquer maneira”. No começo, isso pode não parecer uma forma de ego, mas é. Você está colocando a sua própria necessidade de reconhecimento à frente do trabalho e à frente da missão de sua equipe.

Consequentemente, você acha que o projeto deveria ser do seu jeito, mas se congelou e conclui o projeto, se empenhando apenas no mínimo do que poderia fazer, sem riscos, sem criatividade e sem buscar assumir o controle do processo criativo. Onde, se por outro lado, assumisse uma postura criativa, iria encontrar formas de mostrar uma nova opção e uma nova forma de fazer aquele trabalho, exatamente da forma que lhe pediram, mas muito melhor, saindo assim da voz de vítima e assumindo a voz de líder de uma nova forma de ser criativo, dentro das condições do seu ambiente de trabalho, ou seja, sendo realmente criativo.

Quando você sente que alguém está invadindo sua área de influência, você tende à proteger sua posição ou autoridade, e se recusam a permitir que outros tentem ter uma voz ativa na sua área. Neste território, existem pessoas das mais diversas possíveis, aqueles que dão os créditos mas não querem trabalhar juntos, a aqueles que permitem trabalhar juntos mas não permitem que outros sejam o centro das atenções, os críticos demais, os cínicos demais, enfim, tudo para sempre tentar se manter o mais valioso dentro da sua área de influencia.

Existe um vasto abismo entre a confiança em suas habilidades, e um ego super-inflado. Confiança quer dizer, que venham os que podem me roubar o centro das atenções, porque isso vai me tornar mais criativo. Enquanto o Ego diz, ninguém mais pode ter a chance de ser melhor do que eu, porque eu não posso errar.

Claramente, o que acontece sempre, é que os de ego super-inflado, podem se manter no “poder” durante um tempo, na sua área de influencia, até que sua área de influencia, não tenha nenhuma influencia mais entre todos… Enquanto os confiantes, podem até dividir o ego e o poder, mas estarão sempre na área de influencia, criando e inovando.

Ego Trap # 3: Não tolerar críticas
Você já conheceu “aquela pessoa” que percebe tudo como um ataque pessoal? Não importa o que você diz a eles, ou quão bem você dizer isso, de alguma forma eles vão torcê-lo em um insulto. Da mesma forma, algumas pessoas tratam qualquer desacordo como uma indicação de que você está questionando sua competência. Ambos são uma sutil exibições de ego inflado.Quando você coloca a sua auto-percepção à frente do trabalho, você corre o risco de comprometer os seus melhores esforços. A colaboração também se torna mais difícil, porque os outros a crescer cansado de caminhar sobre ovos. Você deve nix a tendência de ser facilmente ofendido e, em vez abraçar a oportunidade que as divergências ou refutando fornecer informações para aguçar seus pensamentos e habilidades.Com certeza, há um certo e errado de entregar críticas. A resposta correta à crítica mal entregue é não ficar ofendido, é oferecer uma sugestão útil sobre como você gostaria de receber feedback no futuro.

Não permita que os efeitos sutis de um ego inflado roubem-lhe sua criatividade. Para isso você não precisa imaginar que não é o melhor, mas sim, entender que você é o melhor, exatamente porque além de ser muito bom, você tem um ego totalmente receptivo, o que lhe faz ser ainda melhor do que poderia ser. Derrame-se plenamente em seu trabalho e esteja sempre atento a ouvir, perceber e interagir com outros e seu ambiente. Se você fizer isso, certamente estará melhor posicionado para dar o melhor do que você poderia dar e ser cada vez mais criativo, todos os dias.

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Adaptado do texto da 99u.com, por Toddy Henry

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